domingo, 15 de abril de 2012

Casual Lounge

Acrescentei a categoria "Lounges" às minhas lianas embora não tenha bem a certeza de como a irei aplicar, segundo o dicionário:

Lounge |láunge|
(palavra inglesa)
s. m.
1. Átrio, sala de estar ou zona destinada a espera ou descontracção, geralmente dotada de assentos confortáveis.
2. [Música] Estilo musical considerado de escuta fácil ou facilmente adaptável a música ambiente, geralmente com uma base melódica e um ritmo suave.


Quanto à música deu, entre outras, Girls Just Want to Have Fun da Cindy Lauper, Just Can't Get Enough dos Depeche Mode e Footloose do Kenny Loggins, que não se parecem enquadrar no género música ambiente, pelo menos é impossível ouvir isto sentada sem mexer, nem que seja a dar ao pé ou fazer aquele movimento com os braços tipo flexões na vertical.

O Casual Lounge com os seus horários maravilhosos (fecha às duas da manhã todos os dias menos domingo, que fecha à meia-noite, e segunda que é folga) e a sua internet gratuita é um bom local para malhar para os trabalhos da faculdade, mas também para se conviver no conforto dos sofás. O único problema é que é muito caro, e à noite fica ainda mais caro, fiquem atentos ao menu porque estão lá enunciados os dois preços, não se admirem se as coisas custarem mais um euro do que estavam à espera.


Em termos de cocktails gosto de pedir o meu Martini Rosso, é 3€ de noite o que é caro mas não tão caro quando as outras bebidas de mistura (variedades de caipirinhas e afins) que estão entre os 5 e os 6 euros. O vício do Martini ganhei-o no festival Paredes de Coura, sempre que o bebo não consigo evitar pensar nisto. Achei esta série de reclames sensacional, vem dos tempos em que eu ainda via televisão.

Para além das bebidas alcoólicas também costumo pedir o famoso galão neste sítio, mas 2€ custam-me bastante. As tostas são de tamanho razoável e costumam custar entre 2 e 4 euros. Quanto ao pessoal, é simpático mas não propriamente o mais comunicador, algumas das vezes em que fui atendida nem sequer conheciam o que estava no menu, mas bem, prefiro isso a caras de desprezo.

Este sítio sofre também do problema do Starbucks, há alturas em que numa mesa com dois sofás que podiam acomodar um grupo está apenas um casalinho, e quando há um casalinho no perímetro ninguém fica a menos de 2 metros de distância.


 O conceito lounge aplica-se perfeitamente em termos de atmosfera, aí sim, o ambiente a meia luz justifica o nome, esta parca luminosidade é reflectida na parede espelhada para acrescentar dimensão e iluminar sem gastar electricidade, apenas tirando proveito da arquitectura/decoração (amigas arquitectas não me matem agora).

Outras boas oportunidades que ainda não experimentei porque só descobri ontem são menus combinados: scone com manteiga + chá acho que fica por cerca de 2€ e ainda há mais outros (a investigar melhor).

Na conversa de ontem acabámos a discutir trajes de praxe e em que é que consistia todo o ritual de trajar, aparentemente, a capa nunca pode ser lavada e, segundo o meu colega Figueiredo, deve-se ter relações sexuais em cima da capa e/ou masturbar-se por cima desta pelo menos uma vez. Não sei o que achar disto, tendo em conta que não se pode lavar a dita acho que, tal como o casalinho romântico, vai passar a haver uma certa distância de segurança em relação a essas pessoas.

Acrescento: então e se for um casalinho romântico trajado? 4 metros de distância mínimo (2m de ser casal x 2m de ter traje)?

Starbucks de Belém


Já toda a gente conhece esta cadeia americana, mas mesmo assim não vou deixá-la de parte, não sei de que segredos poderei ser eu detentora para estar aqui a divulgá-los mas posso explicar que coloquei esta post na categoria "Esplanadas" pensando não só nas mesas colocadas à frente do estabelecimento mas também naquela portinha do andar de cima que dá acesso a um espaço exterior que se calhar algumas pessoas não notam que existe. Mas bem, das conclusões que já tirei do Starbocas, aquilo com que fiquei foi o seguinte:

- Prices are... Too damn high!
- Não vendem café mas sim mousse, e é viciante.
- Os muffins até têm um preço aceitável (1.90€), e levam certamente droga lá dentro.
- Provei o cinammon roll uma vez para satisfazer uma curiosidade antiga, apesar de nunca os ter provado antes consigo afirmar com todas as certezas que não é dos melhores.
- O código da casa-de-banho costuma ser sempre #1234, mesmo nas outras lojas desta cadeia.
- O espaço em si é óptimo para estar sentado a conversar e para sessões de estudo, infelizmente decidiram dar-nos apenas 45 minutos de internet com cada pedido que fazemos, e não é imediato, temos mesmo de nos levantar e de os ir lá chatear para receber-mos o talão com a password (que não é tão previsível como a da WC).
- Mas isso por um lado põe-nos afastados das redes sociais e faz-nos focar no estudo, por isso props.
- Se não quisermos pagar nada e apenas usar o espaço para fofocar basta subir e escolher uma mesa. Por via das dúvidas, se essa mesa tiver restos de produtos de outros clientes, melhor ainda, é-vos assim atribuída a responsabilidade de os terem consumido e ninguém vos vai chatear.
- Os sofás confortáveis que dariam para um grupo inteiro estão normalmente ocupados por duas pessoas refasteladas, o remédio é resmungar entredentes e sentar nas redondezas, dando uma mirada de vez em quando e bombear o espaço mal eles façam tensões de sair dali (cuidado para não confundir movimento de saída com espreguiçadela, pode correr mal).
- Actividade prefererida nº1: inventar um nome para a senhora da caixa. Cuidado que nem todas estão preparadas psicologicamente para a complexidade do que vão dizer, uma vez quisemos chamar uma amiga nossa de alarve e ela escreveu "A Larve". Portanto, Sr. Dona Larve venha receber o seu café.
- Roubar uma caneca não é assim tão difícil, basta uma mochila ou uma camisola com bolsinho Doraemon.
- Alguns quadros até são bastante interessantes, podemos contemplá-los enquanto esperamos que os nossos colegas menos pobres do que nós sejam atendidos.
- O Starbucks de Belém fecha definitivamente demasiado cedo (à meia-noite), uma boa opção para ir a seguir será o Casual Lounge, ou o café à frente do 2 Good, o qual já não me lembro do nome.



E bem, assim se passou um serão agradável. As fotos não primam pela espectacularidade mas a minha paciência para andar por aí a tirar fotos é limitada e, de qualquer dos modos, ainda vou voltar a este local bastantes vezes.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Grémio do Carmo

Podem encontrar a segunda post sobre este local aqui.

O Grémio foi uma super surpresa, abriu há bem pouco tempo e graças à Margarida pude descobrir este fabuloso local, três vivas! A entrada faz os mais desconfiados pensarem tratar-se de uma partida de mau gosto: ou se entra pela Merrell da rua do Ouro ou por uma loja de selos na rua do Carmo, nós fomos pela via dos sapatos, entrámos no elevador, premimos o botão terrivelmente apetecível e lá subimos.

E bem, deparei-me com muitas coisas boas, entre as quais brinquedos, um quadro de giz, uma longa mesa diferente das mesas que estamos habituados a ver nos cafés. Não, esta parecia convidar gente a juntar-se e a conversar, parecia uma mesa de parque de acampamento mas com classe.

Na zona da mini biblioteca havia imenso material curioso para explorar: um sofá gigante preto tentava atrair o meu rabo para que me sentasse e nunca mais saísse, mas primeiro, conversa! E o dono parecia estar mais que disponível para responder às minhas incessantes perguntas, my kind of guy!

E assim fiquei a saber que muitas das coisas que se encontravam no estabelecimento eram reaproveitamento de antigo material de uma livraria da rua do Carmo que fechou há pouco tempo, desde livros, a um ou outro objecto de mobília e também alguns ornamentos peculiares como tabelas de categorias, que antes serviram para enunciar secções de biblioteca e agora estão apenas a servir de adorno. Numa podia ler-se "doenças do fígado", noutra, "terapêutica", palavras muito encorajadoras para um café, mas eu sempre gostei do toque irónico.




Os preços tornam tudo apetecível, a Margarida pediu uma sandes de salmão fumado por 3€ e eles serviram-nos a dita acompanhada de um jarro de água. No menu podiam ler-se nomes estranhos (para mim) mas interessantes: prova de filtro, esta ainda não está operacional, mas vai ser possível provar café que promete ser único no seu sabor, um novo conceito? Esperemos que resulte! As palavras na ardósia falam também numa sugestiva cerveja de gengibre (conseguirei eu gostar de tal coisa?) e de uns sumos gaseificados, entre os quais o sabor maçã/melão que acho que provarei quando lá voltar na esperança a que saiba à minha amada cidra alcoólica.




Há mais alguns pormenores interessantes para reparar, as garrafinhas de condimentos, as caixas que fazem de prateleira para os livros, as luzes, a bicicleta na parede, contudo, o espaço é pequeno, mas através de várias divisões parece transformar-se em três lugares diferentes, este local está bem localizado, demasiado bem! Quero que tenha sucesso mas ao mesmo tempo é bom ter estes espaços mais íntimos, partilho aqui a dica, e acabo com uma página de uma curiosa revista que tive o prazer de folhear enquanto a Margarida me deixava umas côdeas para eu mordiscar. Fica para todos: What is it you love about movies?



Jardim de Belém

Passeata amena pelo jardim de Belém em modos de fazer a digestão, aturando putos reguilas a criticar o novo monumento que recebemos da Tailândia, a denominada Sala Thai.

Esta prova de respeito não apaga o facto de eu a achar completamente deslocada, mas bem, converge agora com o verde do jardim este vermelhão com ares chinocas cuja função é meramente decorativa, temos de nos acostumar, desconfio é que será tomado pelos sem abrigo ou por grupos de drogados, se assim for, ao menos tem alguma utilização.





Notei numa miúda engraçada sentada sozinha na relva, loira de olhos azuis, tinha um ar estrangeiro, fazia-me lembrar uma rapariga da minha faculdade. Que bem que se passeia neste jardins, a mirar gentes e inventar histórias por detrás de roupas peculiares, esgares emocionais e movimentos insólitos.


O Careca

"Ò careca tira a bóina!"

Lembro-me de uma amiga da minha mãe se fartar de dizer esta frase cada vez que nos referíamos ao velho Careca, café de excelência dos meus tempos de primária, a minha mãe vinha para aqui socializar e eu era arrastada mas entretinha-me, nessa altura entretemo-nos com tudo, jogava à macaca ou andava a correr de um lado para o outro feita parva, a fingir que estava numa história de ficção, ah, ser jovem e despreocupada.


Hoje senti-me mais-ou-menos da mesma maneira quando vim cá provar os famosos croissants carequianos. Não sei se cheguei a prová-los em petiz, mas se provei esqueci-me do sabor, nessa altura, contudo, acho que gostava mais de queques, de os comer tirando as maminhas primeiro, e gostava também de umas bolachas amarelas estranhas, pequenas, ovais e consistentes, com metade sem nada e a outra metade coberta de chocolate. Umas dessas tinham compota de morango por dentro, mas em miúda odiava juntar fruta ao chocolate, e ainda não é das coisas que mais gosto: comida saudável disfarçada.

Pedi dois croissants com a Margarida, estaladiços e cheios de açúcar, uma espécie de brunch pouco saudável, e ainda voltámos para mais um que dividimos (esse estava quentinho!), tentámos procurar em vão outra coisa que nos satisfizesse o apetite mas não vale mesmo a pena: mais um croissant e mais 1.20€ para a senhora da caixa.

Lá fora e cá dentro, comemos na esplanada e no interior, o tempo estava uma caca manhosa, aquele tipo de tempo em que o Sol parece uma lâmpada fundida, num minuto estamos à sombra, no outro estamos a tirar os casacos com calor, noutra altura vem uma ventania danada que nos leva os guardanapos, merda, ao menos no interior só temos de levar com a gritaria das crianças e com o cheiro das pessoas que lá vão, hm... Pensando bem, venha o frio!




Pensamento à parte: porque é que as sirenes das âmbulâncias e INEMs são tão inconstantes? Parece que tocam durante algum tempo e de repente se engasgam e começam a tossir mas em forma de buzina, não percebo, porque não um tinoni regular? Parece que querem provocar enfartes aos velhinhos, irónico.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Wanli (2)

Podem encontrar a primeira post sobre este local aqui

De volta ao Wanli, estava ansiosa por cá vir confesso, depois do último serão ter acabado às duas da manhã, numa agradável conversa com o dono enquanto este fechava as portas do estabelecimento, fiquei com a sensação de que este local me poderia contar muito mais, e regressei, e regressarei quantas vezes forem precisas.

Às 14h da tarde vim cá almoçar com a Carolina, já tinha aconchegado o estômago com bolachas de água e sal mas continuava com uma senhora dona fome. Estava com vontade de experimentar as tostas, e os bolos do século XVIII! Sim, esses ficaram-me bem encravados!



Sentadas no mesmo sofá de sempre, nem olhámos para o menu, disseram-nos: há tostas de queijo brie com fiambre, presunto e doce. E para mim fiambre foi, tostas fininhas, estaladiças, que não enchem muito mas alimentam o suficiente. Apesar de tudo, foi-nos proposta uma segunda dose sem pagar se ainda continuássemos com fome, mas como já estávamos de olho na sobremesa pedimos uma fatia de bolo de laranja e uma de bolo de chocolate e gengibre, e dividimos irmãmente esta doçaria centenária, altura em que me lembrei que não tinha fotografado as tostas, maldição! Fica a minha palavra de que são boas, cremosas e cheias de orégãos (mas só se quisermos claro).

Pequeno pormenor engraçado: enquanto estava sentada reparei que o dono do local, quando não tem ninguém para atender, se senta tranquilamente numa cadeira do lado de fora do café fumando pensativo o seu cigarro. Dir-se-ia uma pequena esplanada particular.

Quanto aos bolos, o bolo de laranja é de facto muito bom, com duas texturas diferentes, uma mais consistente, outra mais húmida, que só notamos ao comer. O bolo de chocolate é bom mas demasiado pesado, apesar de termos dividido a fatia, sentimos que ainda assim a dose era bastante maçuda e caia como um pedregulho no estômago. É como se fosse uma mousse de chocolate negro em formato de bolo (não sei bem se leva farinha, talvez uma colher no máximo). Para quem gosta bastante do sabor forte a chocolate recomenda-se, eu admito ser menos fã de cacau em formato pastelaria, mas mesmo assim experimentei e não me arrependi.


Na hora de pagar, a conta foi 8€ para cada uma o que me espantou um bocado, terá sido dos doces? Há casos em que a idade não desactualiza mas confere valor, este poderá ser um deles.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A Padaria Portuguesa

A Padaria Portuguesa abriu finalmente na Baixa, tinha de acontecer, afinal de contas se temos americanices como o Starbucks por estas bandas (e logo dois!) temos de ter concorrência da casa, se bem que não tem nada a ver, adiante.

As gentes viajadas decidiram marcar um petit café às duas da tarde, eu, o Nuno, o Diogo, e a Margarida (faltou a Catarina). Era para falarmos da viagem propriamente dita, mas deriva sempre para a faculdade, e porque não? Quando pensamos saber tudo há sempre uma novidade antiga, adormecida durante meses para ser finalmente despejada num ocasional serão.

O galão da praxe foi pedido, desfrutado, e apreciado com adoçante como o habitual, custou 0.95€, que era basicamente o que eu tinha na carteira em moedas. A Margarida ainda não tinha almoçado e aproveitou o menu de 5€ em que se tinha direita a uma sandes jeitosa, um sumo natural e uma sopa, mas melhor ainda foi a tartelette de limão merengada que o Diogo teve a ousadia de pedir para levar no final, da qual ainda provei um bom pedaço e posso dizer que estava mais do que deliciosa, eu que nunca tinha provado tal iguaria. Ah, esse pequeno prazer gastronómico custou 2€.

Esta padaria/café/pastelaria tem preços bastante acessíveis e o local é até bastante agradável e lógico. Para quem quer pedir, tira uma de duas senhas: pedidos para levar ou para consumir no estabelecimento, depois é só passar os olhos pela montra e tentar escolher algo. As variedades de pães são incríveis, desde os mais comuns a pão tigre ou broa com enchidos, bolos para levar para casa também estão disponíveis, mais até do que bolos para comer, mas pode-se optar por um queque, mini pastéis de nata, palmiers, bolachas, caracóis, etc, vão lá e vejam por vocês mesmos. Depois podemos subir umas escadinhas e escolher um local para fofocar e deglutir açúcares.

O único senão que arranjei foi mesmo a casa-de-banho, à qual se tem acesso pela mesma escadaria só que descendo, mas para lá ir tem que se pedir as chaves, algo bastante aborrecido, porque consiste basicamente em dizer à frente das pessoas do café: hey, dê-me as chaves para eu ir esvaziar a bexiga. Não é propriamente agradável, principalmente quando descobrimos isso só depois de lá ir abaixo e temos que voltar para cima.