Este café é a última paragem do autocarro nocturno nº1 da carris, lembro-me de ter cá vindo parar às 2 da manhã uma vez, porque com a pressa saltei para o transporte sem ver o número e constatei já no fim não se tratar do 201 habitual mas destoutro, com destino à estação fluvial de Belém. E lá fiquei no meio do nada à espera do jipe do meu pai.
Vim cá com a Rosa primeiro e mais tarde com a Sara, numa tarde deliciosa em que faltei às aulas por ter tido jantarada no dia anterior. Aqui bolei algumas das mais estranhas filosofias e ponderei ideias absurdas, lembro-me de conversar com a Rosa de como seria giro haver fotos que pudessem captar o cheiro, e de reparar com a Sara na maneira como dois miúdos atiravam comida aos pombos, com uma violência quase caricata e agressiva.
Este local não é nada do outro mundo, mas é um bom sítio para se estar e pôr conversa em dia, para além de se poder acompanhar a tosta e galão com um delicioso passeio à beira do Tejo, e porque não por Belém todo?

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